Teste drive do novo Jetta nas ruas de Goiânia

Os diretores de estilo da Volkswagen não fazem a menor questão de tornar próprias e exclusivas as características de design dos diversos modelos da marca, pelo contrário, fazem questão de lhes impor o que chamam de family look, o estilo de família. É o que você vê no novo Jetta, de lado, você o confunde com o Virtus, se não irmãos, no mínimo primos primeiros. Até nas dimensões, o Jetta, tudo bem,  é 22 centimetros mais longo, 5 mais largo, 4 maior no entre-eixos, que dá a medida do espaço interno. Mas a altura é a mesma e ele até perde no tamanho do porta-malas, 510 para 521 litros.

 

A diferença, claro, está no segmento em que atuam e no potencial de vendas, o Virtus, brigando entre os compactos,  vendeu em seu primeiro ano admiráveis 40 mil unidades; o Jetta velho, na 6ª. geração, apenas 4.400. O novo Jetta, mais moderno, assentado na nova plataforma MQB e mais sofisticado por dentro, tem por tarefa o duro confronto no segmento dos sedãs médios onde pontifica, absoluto, o Toyota Corolla. Manteve o motor 1 ponto 4, turbo, TSI flex, 150 cavalos, zero a 100 em 9 segundos, nenhum gênio mas suficiente para tocar os 1.300 quilos do carro e agradar ao público a que se destina, cidadãos ao redor dos 50 anos, renda de 20  mil que premite pagar 119.990 reais pela versão R Line, 109.990 pela Comfortline, única versões oferecidas, sumiu a Highline.

A entrega optou por mais economia e menos performance, ajudada pelo excelente cambio Tiptronic de 6 marchas. Ajudam os modos de condução disponíveis, normal, econômico e Sport, este mais alegre e disposto, digamos, mais jovem.

 Faz falta o sistema de troca de marchas por alavanca atrás do volante, mas agrada o ar condicionado com duas zonas, os faróis e lanternas full led, os bancos revestidos por couro. Em segurança, são bem vindos os seis airbags (duplos frontais, laterais dianteiros e de cortina), bloqueio eletrônico do diferencial, ESP, sensores de obstáculos, controle de estabilidade e até um sistema de sensores da frenagem que antecipam as pequenas batidas nas manobras. 

O carro que testamos, o R Line,oferece ainda controle de cruzeiro adaptativo (ACC), que mantém a distância em relação ao veículo à frente, alerta de colisão com frenagem automática de emergência, sistema de frenagem pós-colisão, farol alto automático.

 

Se o pacote ainda é insuficiente para superar o Corolla, cujas vendas perto das 60 mil unidades no ano passado desafiam a lógica, pelo menos está à vontade para encarar o Honda Civic Touring e o Chevrolet Cruze na versão mais completa.

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