RENAULT APRESENTA NOVA FAMÍLIA SANDERO E LOGAN

Sandero e Logan estão visualmente mais modernos, receberam
intervenções importantes em segurança e passaram a adotar,
opcionalmente, cambio automático CVT continuamente
variável, equipamento que exigiu aumentar a altura do solo em
4 centimetros. Junto com o reforço das estruturas internas, esta
foi a única alteração mecânica, que continua oferecendo as
opções do motores 1 ponto zero, 1 ponto 6 e 2 ponto zero,
exclusivo do esportivo R.S.











Foram incluídos os airbags, de série, dois frontais e dois
laterais, novos bancos e antecipado o Controle Eletronico de
Estabilidade que será obrigatório para todos os modelos de
todas as marcas, a partir de 2020. O preços do Sandero, hatch e
sedan, começam em R$ 46.990 reais, podendo chegar a R$
65.490, R$ 69.690 no R.S. O novo Logan parte de R$ 50.490
reais, alcançando R$ 71.090 na versão top de linha.
Na realidade, a Renault apenas cumpriu o dever de casa ao
corrigir os problemas que fizeram a venda do Sandero
despencar das 100 mil unidades anuais em 2013 para a metade,
52 mil, no ano passado e para a media mensal de pouco mais
de 3.500 nos 6 primeiros meses deste ano, de 6º modelo mais
vendido da industria em 2017 para 19º em 2019.
A correção dos rumos começou pela atualização do estilo,
livrando-se o tanto possível do ranço original da marca romena
Dacia chegando mais perto da visual Renault, tanto Sandero
quanto Logan ficaram mais elegantes, menos leste europeu.











Foram ampliados os recursos de segurança que fizeram feio no
Latin NCap do ano passado, o Sandero hatch mereceu uma

única lamentável estrela nos testes de impacto no quesito
proteção de adultos e três no de crianças. A carroceria ficou 14
quilos mais pesada com a adoção de reforços na estrutura e
com os dois air bags laterais de série, os dois frontais já são
obrigatorios, foi antecipado o Controle Eletrônico de
Estabilidade.
O resto veio para corrigir os pontos falhos no posicionamento e
nos recursos de conforto e conveniência, o cambio CVT, o
mesmo do Captur e do Duster, concorda com a tendência de
que transmissões automática são hoje desejáveis em todos os
modelos, ainda mais nos de motorizações acima de 1 ponto
zero, o próprio presidente Gondo citou o fato, no qual eles já
equipam 70 por cento das vendas. Detalhes pontuais vão no
mesmo sentido, como a abertura do porta-malas, agora por um
botão no meio do logo, o comando de acionamento dos vidros
das portas traseiras passou para a porta do motorista – era no
console central, o acabamento interno recebeu mais cuidados e
bancos de novo formato, o volante também é novo.
Importante, esse redesenho mereceu nova nomenclatura de
marketing, as versões passam a se chamar Life, Zen, Intense e
Iconic, como no Kwid, e, numa atitude controvertida, o
Stepway não apenas deixou de ser versão para virar modelo e
assumir a condição de suv, utilitario esportivo. Os argumentos
para a nova classificação – que eleva o status comercial – são as
mesmas a que o marketing da Renault recorreu ao lançar o
Kwid, as dimensões e ângulos de entrada e saída de rampa e
altura livre do solo, agora facilitados com elevação da
suspensão em razão a adoção do cambio CVT nos outros
modelos.










A anotar a manutençao do esportivo R.S com o motor 2 ponto
zero, a versão um pouco mais apimentada, os 150 cavalos
continuam agradando.

STEPWAY SUV

A pressa do marketing da Renault de classificar o Stepway
não mais como versão mas como modelo incluído como utilitário
esportivo está criando uma situação no mínimo constrangedora. A
classificação de suv depende das medidas da altura do solo em três
pontos, e dos ângulos de entrada e saída e superação de rampas.
Acontece que o cambio automático do Sandero, do qual deriva o
Stepway, é maior e mais baixo do que o manual o que demandou
trabalhos da engenharia para mudar a altura do solo de todas

versões em 4 centimetros, para 18 centimetros e meio. Há uma
diferença na altura do solo dos câmbios manual e automático que,
pelas definições do Inmetro, o manual preenche as condições de
suv e o automático não. Há, portanto, no catalogo da Renault, uma
incoerência técnica ou semântica, ou muda o nome ou muda a
medida.

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