NOVA FIAT STRADA CHEGA EM MARÇO 2020

A Fiat vai lançar em março uma nova picape compacta,
substituindo uma supercampeã de vendas. A responsabilidade
é enorme. A Fiat Strada é um fenômeno automotivo, lançada
em 1995 com base na plataforma do Palio, assumiu com
rapidez a condição de líder do segmento das picapes pequenas
e exibiu, em alguns momentos, a liderança geral de vendas.
Por isso o cuidado na criação e desenvolvimento do projeto que
teve de assumir o compromisso de obter uma picape maior,
que terá confirmadamente uma opção de cabine dupla com 4
portas, homologação para acomodar 5 pessoas, maior do que a
atual Strada mas menor do que a Toro mas sem onerar os  
custos a ponto de dificultar a comercialização.












Esta condição remete para o utilização de duas plataformas já
existentes, no caso, do Fiorino e do Mobi, que forneceriam
peças de custo já amortizado, mas com boa parte do peso
composto por peças novas, sem as quais não haverá as
indispensáveis novidades visuais e funcionais.
A primeira opção de motorização é de escolha óbvia, o Firefly 1
ponto 3, 109/101 cavalos, torque de pouco mais de 15 quilos-
força, e, depois, os novíssimos motores turbo que vão sair de
Betim a partir do ano que vem. Adotará o controle eletrônico
de estabilidade e tração, obrigatório até 2022 em todos os
modelos produzidos no Brasil exigência que, de certa forma, vai
acelerar a substituiçao completa do atual modelo.
A atual Strada continua como opção de modelo de entrada até
ser tecnicamente inviável sua linha de produção. Depois, claro
de ter servido de base à criatividade do marketing da Fiat que,

a partir dela, lançou modelos decorrentes e
mercadologicamente interessantes como as picapes estendidas,
depois as de 3 e de 4 portas, as aventureiras, ideias que viriam
depois a ser seguidas por toda a concorrência como um
oportuno subsegmento.
Perto do fim, a Strada continua com desempenho excepcional
em vendas. No ano passado foi a picape mais emplacada, 67 mil
unidades comercializadas, 8º modelo mais vendido da
industria, a frente do primo-irmao Argo e do compadre Jeep
Compass e minúsculas 93 unidades atrás do Renault Kwid.
Este sucesso, porém, está vindo, 24 anos depois, à custa de
enorme sacrifício em margem para a própria Fiat, 7 em cada 10
unidades vendidas ocorrem em vendas diretas, a frotistas,
locadoras ou pessoas jurídicas. Mesmo no balcão da
concessionária, dificilmente a Strada sai do show room com
menos de 10 por cento de desconto, em parte pelo desgaste da
imagem e da modelagem comercial.
As versões que ainda restaram com utilidade de mercado foram
as dedicadas com prioridade ao trabalho profissional como a
Working, mais ainda a Hard, concebida para atender
exatamente ao que ainda resta de público consumidor, as
frotas urbanas, as pequenas entregas, ao custo acessível da
mobilidade.
Uma nova picape, com o nome Strada ou não, chegará num
momento decisivo para a Fiat que, depois de ter perdido a
liderança do mercado brasileiro para a Chevrolet e o segundo
lugar para a Volkswagen, abre uma fase de fortes
investimentos financeiros e de energia para recuperar e espaço
e o tempo perdidos.
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